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23 maio 2012

Não Desperdice Sua Mocidade


E eis que, aproximando-se dele um jovem, disse-lhe: bom mestre, que hei de fazer para conseguir a vida eterna?”  Mateus 19:16
Jesus   havia  abençoado as crianças e se dispunha a partir. Estava com pressa de chegar a Jerusalém. Muitos quilômetros se estendiam à sua frente, na estrada que o levava à cidade Santa.    Imediatamente  espalhou-se pela Aldeia, onde Jesus descansara, a notícia da sua partida.  Mas eis que Ele já vai, está a frente dos apóstolos. Os discípulos o seguem, conversam e caminham.
De repente chega um jovem. Mestre, Mestre, Jesus pára. Que há? O jovem toma fôlego e depois com olhar inquiridor, fundo como de águia que espia o infinito fala: “Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna?”
Quantas vezes  o  Senhor respondeu aquelas mesmas perguntas, mas agora é um jovem cheio de vida, rico, forte, que pergunta.
O Senhor vai responder. Mas, primeiro lhe diz para não o chamar de bom, que só Deus é bom. Depois enumera-lhe os mandamentos. Conhece-os? Sim, conhece-os. O jovem os tem  guardado desde a sua mais tenra idade. Mas isso não lhe abasta, quer mais. Alguma coisa que seja heroica, que seja grande, que demande força. Os jovens são assim, como Alexandre, quando jovem queria um cavalo, depois um mundo para conquistar. “Mestre que me falta?” Jesus fica emocionado e sente uma grande simpatia por aquele rapaz, tão cheio de oportunidades. E respondeu: “uma coisa te falta, vai, vende tudo quanto tens e dá-os aos pobres e terás um tesouro nos céus; e vem, segue-me”. O que aconteceu ao moço? Empalidece, abaixa a cabeça e volta pelo mesmo caminho donde veio. Os discípulos estão observando tudo e declaram: Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas”. E Jesus torna a falar: filhos, quão difícil é para os que confiam nas riquezas entrar no Reino de Deus! É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no Reino de Deus”.
Quais as riquezas que a mocidade tem em suas mãos? Mesmo que não possua bens materiais, os jovens possuem um corpo forte, uma inteligência dinâmica, um espírito ativo, uma estrada ainda longa. Quanta riqueza.  Senhor disse, vai, vende tudo quanto tens e segue-me”.  O Senhor quer que ponhamos tudo à sua disposição, tudo. Corpo, inteligência, espírito e muito mais. E a história desse jovem rico se repete. Por que se repete? Porque fomos  ensinados  desde  a meninice que a vida consiste na abundância dos bens que possuímos.
Ao passo que Jesus ensina que a vida consiste na abundância das coisas que damos, que oferecemos, que distribuímos. A nossa educação tem sido falha e continua a ser. Se não entregamos os nossos bens a Jesus a quem os entregamos? Ao mundo. O que você tem ou dá para Deus, ou dá para o diabo, com você é que não ficará. Um dia, encontrar-nos-emos com a vida no fim. Encostados por doenças, talvez num hospital, sendo muito bem cuidado, mas a vida por um fio. Tantos bens, tanta riqueza, para que? Por isto acho muito oportuno, lembrarmos das palavras do sábio Salomão: Lembra-te do teu criador nos dias da tua mocidade, antes que vem os maus dias e cheguem os anos dos quais venha a dizer: não tenho neles contentamento”. A velhice é uma realidade. Muitos chegarão a ela com amargor, com decepção. É na velhice que se entende que tudo é vaidade.  Por isto a exortação Lembra-te do teu criador nos dias da tua mocidade”. Se aquele jovem rico da história dos evangelhos tivesse seguido a Jesus, que teria sido dele? Que aconteceu aos que tinham sido pescadores e seguiram ao Mestre? Aqueles que deixaram os seus bens para seguirem a Jesus, ganharam muito mais nesta vida e a promessa da vida eterna.
Quando o homem volta às suas costas para Jesus, ele aumenta a miséria da sociedade,  perde a sua alma e atrapalha os outros.
Pr. José Vasconcelos

          

15 maio 2012

O Preço do Amor


Mas Ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras fomos sarados   Isaías 53:5

Nós não somos a pessoa que deveríamos ser e isso nos causa desconforto.  Profundo desconforto. Vivemos numa contradição, mais do que numa coerência. O que exigimos dos outros nem sempre estamos dispostos a dar-lhes.

Estamos sempre culpando os outros. Por que? Pelo fato de acharmos que eles estão errados e nós certos. Eles estão sempre errados e nós estamos sempre certos. O senso do certo e do errado está bem presente em cada um.

Há algo por trás disso e por certo é a nossa consciência culpada que nos leva a uma perturbação.


Podemos até ignorar esses sentimentos  nos   escondendo na desculpa de que  a sociedade nos condicionou a isso, de que a nossa cultura arbitrou o conceito de certo e errado ou quem sabe, nossos pais são os culpados, pois impuseram em nós, quando ainda crianças, as neuroses que carregamos.

Estamos sempre discutindo, sempre ofendendo. Diante dessa maneira de ser, deveríamos perguntar: Por que sou tão impetuoso, no desejo de estar sempre certo?

Em alguns casos a resposta é; a pessoa precisa se sentir mais segura e essa insegurança o leva a achar que está sempre certo.

Todo nosso procedimento tem uma razão que o motivou,  existe uma razão porque transferimos nossa culpa, existe uma razão porque os nossos problemas são sempre culpa de alguém, existe uma razão porque os pais culpam os filhos, as esposas os maridos e assim por diante.

A razão é que nós não podemos suportar nossas próprias culpas e queremos que os outros a suportem no nosso lugar.

A nossa culpa é intolerável, insuportável. Quanta coisa na nossa vida que gostaríamos nunca tivesse acontecido, mas não podemos mudar o que aconteceu.

Quando examinamos as coisas do passado sofremos. Se ao menos eu pudesse trocar minha memória, mas não podemos.

Aí precisamos nos medicar. Como? Com trabalho, realizações, distrações mas isto não produz o efeito que precisamos. Então recorremos a uma medicação mais forte, transferir a culpa para os outros.

Aí criamos outro problema, não resolvemos o nosso e acrescentamos mais esse.
Todos nós entendemos isso.

Alguém já disse que: “Somos todos prisioneiros de consequências que não estávamos pretendendo, mas que realmente colocamos em movimento”.

Nós fazemos a engrenagem girar, damos velocidade a ela mesmo sabendo que talvez os freios não funcionem e se funcionarem vai ser uma parada tão brusca que acidentará os envolvidos nela.

Mas, louvado seja o Senhor porque nele temos a solução para as nossas mazelas. Existe uma saída e ela está em Cristo Jesus. Deus justificou a homens pecadores como eu e você através da obra de Cristo consumada na cruz. Nele o Senhor lançou nossas culpas, sobre si mesmo e nos fez agradáveis ao Pai.

Isaías 53 nos mostra o preço do amor que Cristo tinha que pagar para nos devolver a vida.
Pr. José Vasconselos

08 maio 2012

Estende a Tua Mão


“E aconteceu também, noutro sábado que entrou na sinagoga e estava ensinando; e havia ali um homem que tinha a mão direita mirrada”
“E,  olhando para todos em redor, disse ao homem: Estende a tua mão. E assim ele o fez, e a mão lhe foi restituída, sã como a outra”.    Lucas 6: 6 e 10

A Passagem trata de um homem que tinha a mão direita mirrada, ou seja, seca, ressequida. Não era a mão esquerda e sim a direita.
Que lição, no sentido espiritual, podemos tirar desse fato? No Salmo 18: 35 nós lemos ”Também me deste o escudo da tua salvação; a tua mão direita me susteve...”.  Salmo 118:16 “A destra (a mão direita) do Senhor se exalta , a destra do Senhor faz proezas” e, ainda, no Salmo 60:5 “Para que os teus amados sejam livres, salva-nos com tua destra e ouve-nos”.
Vemos assim que a mão direita fala do Poder do Senhor. Assim também na nossa vida.
A maior parte de nós faz mais com a mão direita do que com a esquerda.
Temos mais poder na mão   direita, mais força  e  mais  facilidade em fazer quase tudo.
Faltando-nos a mão direita, ficamos incapacitados, privados de fazer muitas coisas, enfim foi-se nossa força principal.
Assim era com este homem, tinha a mão direita mirrada, inútil. Fazia qualquer coisa, mas não fazia tudo quanto queria nem tudo quanto devia fazer se tivesse as duas mãos.
Apliquemos isto às nossas vidas: Há muitos, espiritualmente falando,  que estão com suas mãos direitas mirradas.

Estaremos aceitando tal estado como normal  para o crente?

O Senhor não nos quer aleijados, mas, robustos e no pleno uso de todos os nossos membros espirituais. A mão direita está pendida, inútil, ressecada.  O que é que a inutiliza?

Determinado vício, pode fazer com que você esteja aleijado na igreja. O gosto pelas críticas, a procura por alguma novidade indevida, as críticas, a discórdia tão comuns entre alguns são como um membro aleijado inútil como a mão ressequida. Estaremos nós aceitando tal estado como normal?

Em Gálatas 2:9 o apóstolo fala da mão direita de comunhão, “Deram-nos a destra de comunhão”.

No mundo de hoje, o aperto de mão é o símbolo dessa comunhão ou amizade.  Se este homem, o da passagem lida, vivesse nos nossos dias, estaria incapacitado de estender a mão direita para mostrar a sua comunhão. De todos os impedimentos e de todas as incapacidades da igreja de Cristo, hoje em dia talvez esta seja a maior.

Quantos e quantos há que são incapazes de estender essa mão direita da comunhão. Oh! Irmãos quão triste é para nós vermos que nem todos têm essa boa disposição de nos estender a mão direita e muitas vezes nós também não a estamos estendendo.

Sim, a comunhão entre os irmãos é de vital importância para o crescimento da igreja.  No evangelho de João cap. 17 está registrado a oração sacerdotal do Senhor Jesus Cristo.  E Ele ora pelo menos quatro vezes pedindo ao Pai que nós sejamos um. “Que Eles sejam um”, como tu o Pai, o és em mim e eu em Ti”.

Como está a tua mão direita da comunhão? Ela está sã ou mirrada?

Em Isaías o Senhor fala da mão direita de direção. “Eu o Senhor teu Deus te tomo pela mão direita”.

Adão, antes de pecar, era guiado por Deus. Enoque era guiado por Deus.  Os servos do Senhor sempre foram dependentes do Senhor, guiados pelo Senhor.

Mas, quantos desastres tem havido na vida de muitos por causa da independência. Tiram a sua mão da mão de Deus, resultado, a mão fica-lhes mirrada. Querem dirigir-se a si próprios, tornam-se inúteis.
 
O homem que quer viver independente de Deus, vive sem forças, incapaz de comunhão, e com falta de direção.

Mas, louvado seja o Senhor porque Ele pode restituir essa mão mirrada, inútil, a cada um que sofre desse aleijão. Ele disse àquele homem, “Estende a tua mão”.  Era essa justamente a coisa que ele não era capaz de fazer, estender a mão. E é essa justamente a coisa que muitos não são capazes de fazer; estendê-la.

A sua mão está encolhida, imprestável, morta, mas o Senhor está a dizer, estende a tua mão.

O homem mostrou fé, fez o esforço e o Senhor agiu. A mão ficou sã como a outra.

Que ouçamos a voz do Senhor que nos diz, “Estende a tua mão” e obedeçamos pela fé para recebermos o poder de  sermos o que Ele quer que sejamos. De vivermos em perfeita comunhão com todo o povo de Deus e de sermos guiados em toda a sua vontade.

 Pr. José Vasconcelos





02 maio 2012

Plano de Fulga


A palavra branda desvia o furor, mas, a dura suscita a ira

Provérbios.  15:1

  

Resolvi fugir de casa, não havia motivos para isso, mas resolvi. Meus pais me tratavam bem, eu era o menino mais privilegiado da vizinhança. Mas bateu aquela vontade de ir embora, conhecer novos lugares, aventurar-me por esse mundo afora.
Logo, surgiu a oportunidade de concretizar esse intento. À margem da estrada que nos conduzia a cidade, morava um casal de velhos. Quando anoitecia os dois sentavam-se na calçada da casa e ali ficavam até que o sono os convidasse a entrar.
Todas as vezes que eu passava ali, dava uma paradinha, conversava um pouco com eles, tornou-se um hábito da minha parte. Uma noite disseram-me que fariam uma viagem ao Recife. Iriam visitar uns parentes que moravam lá. Eu também tinha um tio que morava naquela capital, não pensei duas vezes;
perguntei-lhes:
_ Vocês podem me levar junto?
Claro, meu filho, foi a resposta. Fale com seus pais.
Mas isto não estava nos meus planos, jamais eu teria a permissão deles, precisava fazer isso às escondidas, quando sentissem a minha falta já estaria longe. Mesmo assim comuniquei o fato a minha mãe, seria injusto deixá-la assim. Ela me deu o silêncio como resposta.
Na verdade, eu não queria fugir dela, nem mesmo do meu pai.
É que alguns primos já haviam
feito isso antes e quando voltavam de férias vinham diferentes. Roupas bonitas, óculos escuros da armação larga e, cinturão de fivela grande. Iam a feira e lá encostavam-se nos bancos de madeira com os dedos polegares dentro das riatas da calça, nessa posição paqueravam as mocinhas que encabuladas riam e escondiam o rosto.
Alguns traziam radiola da marca philips e alguns discos da velha guarda, era uma festa, a casa ficava cheia. De longe se ouvia os sucessos de Nilton César e Silvinho, “A namorada que sonhei”, Tu és o maior amor da minha vida”, como eu os invejava! Precisava ir para a cidade grande.
A viagem seria na madrugada do domingo, disse-me o senhor João Marques e dona Emília. Que eu estivesse em sua casa às três horas da manhã. No sábado que antecede este dia, selei meu cavalo e fui à casa de um amigo pedir uma mala emprestada. Ele não só me emprestou como me incentivou nesse intento e, desejou-me boa sorte.
Comecei a arrumação da mala, separei as roupas que estavam menos desbotadas. A única coisa nova que botei nela foi um par de alpercatas marrom, já fazia algum tempo que meu pai me dera aquele calçado mas, eu tinha pena de estragá-lo nas pedras do caminho. Agora iria usá-lo na cidade grande, nas ruas mais lisas do que o piso da minha casa.
Minha mãe observava tudo sem dar uma palavra. Eu estava muito à vontade, era sábado e todos os sábados meu pai trabalhava numa mercearia, chegando só a noitinha.
Quando o sol se escondeu no horizonte, prenunciando a chegada da noite, fui me esconder numa touceira de aveloz (arbusto leitoso) que ficava atrás de casa. Logo, meu pai iria chegar do trabalho e eu queria evitá-lo. De onde estava podia ver, sem ser visto todos os movimentos dentro de casa pela porta da cozinha que se encontrava aberta. Meu pai chegou. Vi quando minha mãe dirigiu-se a ele e disse-lhe alguma coisa que entendi muito bem o que era. Após ouvi-la, dirigiu-se à porta e olhando na direção aonde eu estava me chamou:
_Velto.
Estremeci; pensei em não responder, mas o seu chamado era irresistível, timidamente respondi:
_Senhor.
A voz de comando se fez ouvir:
_Venha cá.
Eu sabia o que me esperava, seria mais uma surra daquelas, talvez a maior das que eu já tinha levado. Não tremi como das outras vezes que era chamado para apanhar. No íntimo, eu estava desejando ser surrado; o ardor das chicotadas me levaria mais depressa ao meu objetivo. Ele não sabia que a mala estava escondida no meio do mato, eu tinha pensado em tudo. Dessa vez eu não choraria, seria a última surra, depois era só a liberdade. Ao entrar em casa, chamou-me para o seu quarto, sentou-se na cama e disse para eu também me sentar. A penumbra envolvia o ambiente. A única luz que havia era a de um candeeiro que estava na casa, não lembro de ter visto minha mãe. Teria ela se afastado para não ver o que iria acontecer comigo?
Meu pai falou brandamente:
_Meu filho, sua mãe me disse que você quer ir embora. Tomei um susto, não com aquelas palavras, mas com a maneira como ele falou. Não era comum meu pai tratar de um problema com aquela calma. As coisas eram resolvidas no grito e na pancada. Diante daquela serenidade emudeci. Ele continuou:
_ Meu filho, você é muito jovem, não sabe como é viver numa cidade grande. Eu e sua mãe vamos ficar muito preocupados e tristes com a sua ausência. Tudo tem seu tempo, quando você for de maior pode ir. Pense nisto. Caí no choro, queria abraçá-lo
mas tinha vergonha. Entre soluços disse:
_ Pai, eu não quero mais ir embora.
Ele passou a mão na minha cabeça e saiu, foi chorar às escondidas.
Poucos anos se passaram depois disso, quando chegou o dia de eu ir definitivamente para o Recife, agora com a bênção e a aprovação dos meus pais. Estava indo embora com um propósito grandioso, iria me preparar para ser Pastor. E isto os deixou muito felizes.
Pastor Vasconcelos

23 abril 2012

O Que Torna Uma Igreja Grande?

“Portanto  ide  e  fazei discípulos  de todos os povos, batizando-os  em   nome do  Pai e do Filho  e  do  Espírito Santo, ensinando-os  a  guardar todas as coisas que  eu vos tenho mandado. E eis que estou convosco todos os dias até a consumação  dos séculos.”  Mateus 28:19 e 20

Um dia perguntaram a Jesus qual era o maior mandamento, o  mais  importante, Jesus respondeu: Ame a Deus com todo seu coração e ao próximo como a si mesmo.
Algum tempo depois em uma de suas últimas palavras aos discípulos Jesus deu-lhes a grande comissão e lhes designou mais três  incumbências:  fazer discípulos, batizá-los e ensiná-los a obedecer a tudo que havia ensinado.
Atualmente há uma preocupação por parte de alguns líderes eclesiásticos sobre o crescimento da igreja. O que fazer para a igreja crescer? Ou, o que está impedindo o crescimento da igreja?

Cada igreja é definida pelo que ela se compromete a fazer. Uma grande igreja é uma igreja comprometida com o grande mandamento “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”  e,  com a grande comissão , “fazer discípulos, batizá-los e ensiná-los a obedecer a Palavra”.
Devemos ser dirigidos pelo grande mandamento e pela grande comissão. Uma igreja que não observa estes princípios está prestes a morrer ou melhor, ela não existe como igreja. Não nos esqueçamos destes propósitos da igreja, são cinco propósitos:
1) Amar a Deus;
2)Amar ao próximo;
3) Discipular;
4) Batizar;   
5) Ensinar.
Vejamos sobre o primeiro propósito da igreja. Amar a Deus com todo o seu coração. Como podemos expressar esse amor a Deus? Adorando-o.
A igreja existe para adorar a Deus. Não importa se estivermos sós, não importa se estivermos com um grupo pequeno ou com mil pessoas. Quando expressamos o nosso amor a Deus, o adoramos.
Talvez você seja membro de uma igreja pequena, talvez você tenha ouvido alguém dizer que a sua igreja é uma igreja desanimada. Quem sabe, alguém já saiu de sua igreja em busca de uma maior, alegando que ali poderá expressar melhor o seu louvor ou que ali há uma maior manifestação do Espírito Santo.
A Bíblia nos mostra que não é o lugar e sim, a atitude do adorador que determina o nível do seu louvor. Você pode adorar a Deus sozinho. Você pode adorá-lo com um pequeno grupo de pessoas, você pode adorá-lo no meio de uma multidão.
A Bíblia diz:
“Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a Ele servirás”(Mt. 4:10), observe que a palavra a adorar vem antes de servir.
Adorar a Deus é o primeiro propósito da igreja.Quantas vezes nos ocupamos tanto trabalhando para Deus e não temos tempo para adorá-lo.
Há quem se gabe de estar dirigindo tantas congregações, de estar fazendo visitas em hospitais, presídios, orfanatos, asilos; isto é maravilhoso, indica que a pessoa está atuante no serviço do Senhor, mas perguntamos: e os momentos a sós com Deus?
Lembre-se a adoração vem antes do serviço.  “Ao Senhor teu Deus adorarás e só a ele servirás”.
Em toda a Escritura somos ordenados a celebrar a presença de Deus através da glorificação e da exaltação de Seu nome. O Salmo 34:3 diz:  “Engrandecei ao Senhor comigo; juntos exaltemos o seu nome”.
Não podemos adorar a Deus como se fosse uma obrigação, devemos adorá-lo porque queremos. Devemos nos alegrar em expressar o nosso amor a Deus.

Pr. José Vasconcelos

16 abril 2012

Mulher, Você Pode Mudar o Rumo das Coisas

“E tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual assentando-se aos pés de Jesus, ouvia a sua Palavra”.  Lucas  10: 39
    
  Esta  passagem é muita  conhecida no meio evangélico. Jesus encontra-se um dia na casa das irmãs, Marta e Maria. Marta, está preparando a  refeição, atarefadíssima. Maria, no entanto, prefere ficar na sala ouvindo Jesus.
Está a ouvir Jesus quando Marta pede a Ele que mande Maria ajudá-la. O mestre não aceita tal pedido, mas diz: “Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária e, Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada”
O que vemos aqui? Vemos que Jesus não achasse desnecessário o trabalho que Marta estava fazendo.
Mas, Ele quis realçar o valor do interesse de Maria. Esta, de fato,  não estava desperdiçando tempo, nem fazendo pouco caso da irmã, mas aproveitando-se de uma oportunidade que talvez não voltasse mais. E Jesus ensinou com isso, às mulheres de todos os tempos que a sua preocupação não deve ser somente com as coisas da casa, ou com as exterioridades do corpo, que levam a vaidade e ao luxo. A mulher deve cuidar de seu lar, dos seus filhos, do marido.
Isto é útil e indispensável, mas deve preocupar-se sobretudo com as coisas que dizem respeito à vida moral e espiritual. Deve preocupar-se com o reino de Deus e a sua justiça, assim como também o homem.
O trabalho para o reino é trabalho que nunca será perdido. É a parte que não será tirada.
Enfeites, beleza, luxo, preocupações caseiras são coisas que se vão. O tempo as leva, as consome, mas, a virtude, a caridade, o amor, a justiça  são valores eternos.
Que seria da nossa humanidade, se em todos os tempos não houvesse existido mulheres piedosas? Mães consagradas ao serviço de Deus? Esposas pacientes e dedicadas que, pelo sacrifício de si mesmas, no altar da fé, conseguiram mudar corações endurecidos.
Se as mulheres cristãs hoje tomassem o seu lugar ao lado de Cristo, muitas coisas tortas seriam mudadas. Se a sua preocupação estivesse ao lado da boa causa, que transformação não veríamos na sociedade.
Mas, o que vemos muitas vezes? Mulheres que dizendo-se cristã, estão mais preocupadas com os seus luxos, seus caprichos, suas vaidades.  Dói na alma vermos algumas mulheres que não oram por seus filhos, não oram com eles, não leem a Bíblia para eles, não se empenham em levá-los aos cultos.
Mulheres que se alegram mais em prepararem os filhos para as festas juninas realizadas nas escolas, e não se empenham em prepará-los para a igreja.
As mulheres devem ser gratas a Jesus porque não só Ele lhes trouxe salvação como também deu-lhe liberdade e as fez participantes de sua obra.
Jesus defendeu mais do que uma vez o direito da mulher diante da prepotência do homem. Em assunto de religião, a mulher tomava uma posição de todo passiva, não podia envolver-se em assuntos teológicos, havia até quem pensasse, teria mesmo a mulher alma?
Veio Jesus e conferiu-lhe uma dignidade nunca vista antes. Havia mulheres na palestina, nos tempos de Jesus que acompanhavam o Mestre em suas campanhas missionárias, davam-lhe de suas fazendas para custear a obra. Mulheres assistiram aos seus últimos momentos na cruz, mulheres receberam a sua mensagem depois de sua ressurreição, e uma mulher foi a primeira convertida no mundo europeu.
Que cada mulher hoje seja uma boa Maria, a  assentar-se aos pés de Jesus para aprender com Ele a transformar este mundo.

Pr. José Vasconcelos

09 abril 2012

Seja Um Construtor na Sua Igreja

"Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu como sábio construtor..." I Co 3:10



Estas palavras foram escritas pelo Apóstolo Paulo. Tenho uma grande admiração por esse homem escolhido por Deus para ser o apóstolo dos Gentios. Suas epístolas são uma fonte de riquezas para as nossas vidas espirituais. Sua vida é digna de ser imitada, ele mesmo disse: “Oxalá vós fósseis meus seguidores como eu sou de Cristo Jesus”.
Paulo foi um implantador de igrejas. Precisamos aprender com ele como fundar e edificar uma igreja.Paulo não as construía displicentemente. Ele era somente dedicado em suas tarefas, ele também sabia usar as ferramentas certas. Nós também devemos aprender a usá-las.
Alguém já disse: “Se tudo o que  temos  é  um  martelo em nossa caixa de ferramentas ministerial, nossa tendência é tratar tudo como se fosse um prego”. Talvez você já tenha passado pela experiência de chamar um pedreiro para fazer  determinado serviço em sua casa e ele aparece sem nenhuma ferramenta na mão.
Lá está você andando pela vizinhança a procura de um prumo, de uma talhadeira, de uma régua, porque aquele  que deveria ter  todos esses equipamentos não os tem. Você não acha isto um absurdo? Como é que um construtor não tem as ferramentas adequadas para construir?
Para se fazer o trabalho do Senhor é necessário preparar-se adequadamente. O apóstolo Paulo exortou ao jovem Timóteo, “persiste em ler, exortar e ensinar...” 1Tm 4:13  “Medita estas coisas, ocupa-te nelas para que o teu aproveitamento seja manifesto a todos” , “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina...”.
Evidentemente que todos os nossos planos, programas e procedimentos não significam nada sem a unção de Deus. O Salmo 127 diz, “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam”.
Uma igreja não pode ser criada apenas pelo esforço humano. Tem muitos crentes por aí querendo aplicar a organização, a administração e marketing da empresa à igreja. Uma igreja não é um negócio, não é uma empresa. Onde está o Espírito Santo em igrejas que agem assim? Em algumas delas as orações são apenas tapar buracos.
Eu não quero dizer com isto que sou contra a planejamento, propaganda, organização, não. O problema  está em que todos os planos, programas e procedimentos, sem a unção de Deus não significam nada.
Temos que estudar a Palavra, temos que orar. A oração é absolutamente essencial.
Mas você  sabia que  a  oração  por  si
só não faz a igreja crescer?
Tem igrejas e pastores que estão orando muito e a igreja está morrendo. Como se explica isto? É que a oração precisa ser uma oração eficaz.

Certa vez Josué estava orando. Humilhado, vestidos¸ prostrado em terra, rosto no chão e o Senhor disse para ele parar de orar. “Levanta-te¸ por que  estás prostrado assim sobre o teu rosto?  Israel pecou. Levanta-te santifica o povo, e dize santificai-vos”. (Josué 7: 10 e 11)

Deus disse a Josué para parar de orar e se levantar para corrigir as causas de suas falhas. (Josué 7) .  Há tempo para orar e há tempo para agir com responsabilidade.

Quantos que estão orando assim: Senhor abençoa esta igreja, converte os pecadores mas,  não  faz   absoluta-mente nada, é um peso morto. É necessário oração eficaz e ação.
Há uma passagem que chama-me a atenção, ela está registrada em 2Cr. 7:14,  “E se o meu povo que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus e perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra.”
Pr. José Vasconcelos


02 abril 2012

Evangelho Aculturado

“Sede, pois, imitadores de Deus como filhos amados.
Pois, outrora éreis trevas, porém, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz”. Efésios 5: 1,8.

 Como dizia o apóstolo Paulo, estamos vivendo tempos difíceis no seio da igreja. Considero que o maior problema da igreja atual, talvez mesmo o seu único problema, do qual todos os demais são decorrentes, é o fato de que os crentes, na sua maioria, não sabem mais o que é próprio ao descrente.
Esta confusão de valores tem seu reflexo nas ações e posições dos irmãos diante das várias situações do cotidiano, e vai de encontro ao objetivo divino de, como igreja, sermos luz num mundo de trevas e de levarmos o mundo a reconhecer a glória de Deus através da nossa forma de viver – Mateus 5: 13-16.
Estou convencido de que esta situação se deve, basicamente, a dois fatores:

    O primeiro é o enorme desconhecimento das Escrituras por parte, não apenas dos membros das igrejas, como também dos seus líderes, inclusive os pastores. Os crentes não conhecem mais a Bíblia cada vez com menos freqüência e, quando o fazem, nem sempre usam fontes teológicas confiáveis. Nunca se leu ou falou da Bíblia como hoje, mas também nunca se deturpou e mentiu sobre o seu conteúdo como hoje.
O segundo é a aculturação mais do que pacífica, na verdade desejada, pelos crentes, com os valores da nossa sociedade relativista, pragmática e distante da visão divina para a sua criação.
Os crentes estão trocando a verdade revelada de Deus, nos princípios e normas das Escrituras, pela verdade enganosa e falsa da mídia para guiarem as suas vidas (programas de TV, rádio, revistas, filmes, novelas, etc.). Eles estão “aprendendo” com os mestres do mundo como devem encarar e tratar os vários problemas da sociedade (homossexualismo, infidelidade conjugal, sexo antes do casamento, dependência química, violência social, ética e honestidade, etc.).
Como esperar que um aprendizado que parte de fontes espiritualmente mortas, totalmente escravas do pecado e sem nenhum conhecimento da vontade prescritiva de Deus, possa produzir pensamentos e ações que agradem ao nosso Senhor? Certamente, o produto deste aprendizado será a condenação e o juízo divino sobre os irmãos que por ele optarem, conforme lemos em Efésios 5: 6,7.
Todavia, há solução para o grave problema apontado. A solução é um retorno às Escrituras como a verdadeira regra de fé e prática dos cristãos. Estudar a Bíblia para conhecê-la a fundo e pautar nossa visão de mundo, nossas posições e nossas ações apenas pelos seus princípios e normas. Para os líderes eclesiásticos e pastores, o conhecimento deve ainda abranger a teologia professada e a história da igreja cristã, conhecimento imprescindível para conduzir, convenientemente, o rebanho que Deus os confiou.
Aliado ao conhecimento da Bíblia precisamos nos afastar, e afastar nossos filhos, dos meios que o mundo usa para, devagar, muitas vezes, veladamente incutir nas nossas mentes seus valores e princípios malignos. Precisamos ter consciência de que há uma ação no sentido de transformar nossos valores, até que estes sejam semelhantes ou mesmo iguais aos do mundo, se não, veja a advertência de Paulo em Efésios 5: 6,15,16:
“Ninguém vos engane com palavras vãs; porque, por estas coisas, vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus.”
PR. João Paulo
[Em Memória]


28 março 2012

O Conselho de Deus

   
O apóstolo   Paulo,  quando   de sua última viagem a Jerusalém, chegando a Mileto, mandou chamar os presbíteros da igreja para ter com eles um contato pessoal. Na presença deles, Paulo fez-lhes ligeiro relato de sua missão apostólica.  Disse-lhes que testificara tanto a judeus como a gentios, falando-lhes  do  arrependimento para com Deus e fé em nosso Senhor Jesus Cristo. E, acrescentou: “Portanto, eu vos protesto no dia de hoje, que estou limpo do sangue de todos; porque nunca deixei de vos anunciar todo o conselho de Deus”. Atos 20:27

Todo o conselho de Deus. O que significa esta expressão do grande apóstolo Paulo? Sem sombra de dúvida, ela significa todas as doutrinas fundamentais   do  cristianismo, tendo Cristo, e este crucificado, como tema central.

Cristo  crucificado  e  ressurreto deve ser o assunto da pregação do evangelho. Deve-se pregar com toda clareza  sobre  a  condição dos pecadores perante  a  justiça de Deus. Mostrar-lhes à luz da Bíblia Sagrada que a humanidade jaz debaixo da condenação. Que o ser humano, caído como se sabe, não tem capacidade nem possibilidade de reabilitação diante de Deus por seus próprios esforços.

Temos de mostrar, com firmeza, que as chamadas “Boas Obras”, não salvam. Mesmo porque o pecador é incapaz de praticar boas obras. O coração humano está corrompido pelo pecado e é impotente moralmente para se purificar. De uma fonte impura como é o coração humano, não pode surgir o que é puro.

Os crentes fieis têm o sagrado dever de denunciar o erro onde e com quem estiver o erro.

Muitos estão pregando o evangelho que é mutável a cada instante. Hoje dizem uma coisa, amanhã dizem outra;  um evangelho inseguro, indefinido, sem pronunciações.

O evangelho  “São Boas Novas”, não são contudo essas boas novas apresentadas atualmente que apresenta soluções para os problemas físicos, sociais e financeiros. Isto é engano, é deturpação do verdadeiro evangelho.

O mundo hoje, mais do que nunca, precisa do Senhor Jesus Cristo. E o cristianismo evangélico como se encontra nas páginas  das escrituras, tem a mensagem adequada às necessidades de todas as criaturas humanas. Mensagem de paz para os corações perturbados e aflitos; mensagem de ânimo para os desalentados  e cansados;  mensagem de certeza para as almas  mergulhadas na dúvida no que concerne à vida, além do túmulo.

Observamos, porém,  que há igrejas que parecem estar vivas, mas estão mortas. Estão mortas por terem se afastado da Palavra de Deus, dando ouvidos a fábulas. Estamos no “tempo do fim”, em que o evangelho da Redenção é posto de lado pelos mestres do erro e do negativismo doutrinário, para ser substituído pelo chamado “evangelho” da prosperidade, evangelho sem cruz e sem um Redentor.

E os pregadores desse pseudo evangelho procuram levar ao ridículo os genuínos pregadores do evangelho autêntico.

Não nos preocupemos com isso, preguemos com empenho todo o conselho de Deus e assim, estaremos cumprindo com o nosso dever.

Anunciemos que Cristo, e somente Ele,  satisfaz  plenamente  às   exigências dos nossos corações quaisquer que sejam. Ele nunca despediu vazio, o coração que o buscou.

Há lugar para todos os que nEle confiam – “...o que vem a mim disse Ele, de maneira nenhuma o lançarei fora. João 6:37.

Vejamos o seu convite, “Vinde a mim todos vós que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei. Tomais sobre vós o meu jugo e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para as vossas almas”  Mateus 11: 28, 29

Pr José Vasconselos